viciada em poemas cigarros e cafés...


mas aqui vai o meu berro
me rasgando as profundas entranhas
de onde brota o estertor ambicionado.
quero abarcar o mundo
com o terremoto causado pelo grito.
o clímax de minha vida será a morte.
quero escrever noções
sem o uso abusivo da palavra.
só me resta ficar nua:
nada tenho mais a perder.
[quero escrever o borrão vermelho de sangue]



se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não quere-las...
que tristes os caminhos, se não fora
a magica presença das estrelas!
[das utopias]



tudo imóvel . . .
serenidades . . .
que tristeza, nos sonhos meus!
e quanto choro e quanto adeus.. neste mar de infelicidades!

[depois do sol]


hoje somos mais vivos do que nunca.
mentira. estarmos sós.
nada, que eu sinta, passa realmente.
é tudo ilusão de ter passado.

[não passou]



morrer sem deixar porventura uma alma errante...
a caminho do céu?
mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?
morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra.
a lembrança de uma sombra.
em nenhum coração. em nenhum pensamento.
em nenhuma epiderme.

[morte absoluta]

sad sad sad...
apaguem logo essas malditas luzes q assim eu volto a dormir !

3 comentários:

Clementine disse...

tudo imóvel . . .
serenidades . . .

acredito em anjos, sonhos, ETS e em você.
acredito que seu vazio existencial é tão grande ou pequeno quanto o meu.
acredito que seus vira-latas sempre esperam que você vire a lata das coisas.
e acredito no barão vermelho.


belo post.

bêjo felina.

Anna Carla disse...

Bom quando se tem a capacidade de "virar a lata" e colocar pra fora tudo que angustia dentro de si.
Escreves bem, emociona.
Semana aliviada e boa pra ti.

Aline Tolotti. disse...

O dia em que te ver serena e tranquila, aí sim me preocuparei.
Vai latinho...